domingo, 20 de outubro de 2013

Eu gosto

Eu gosto das coisas singelas
Puras e belas
Como a vida é
Gosto de andar de pé no chão
Comer o pão
Molhado no café

Eu gosto de dar boa noite, e bom dia
Do boa tarde Maria
E do bom dia José
Gosto do aperto de mão
E de sentar no chão
Para tomar o café

Eu gostava do tempo vagaroso
Do mundo silencioso
Que não existe mais
Gostava da liberdade que existia
Da paz do dia a dia
Que tanta falta nos faz

Como eu gostava de ver as moças nas janelas
Tão puras e belas
Apreciando o luar
E sonhando com os seus príncipes encantados
Seus eternos namorados
Que esperavam encontrar

Como eu gostava da primeira professora
Aquela educadora
Que me ensinou a escrever
Embora não saber se ainda existe
Deus me permite
Este poema lhe oferecer

Gosto da simplicidade
Até mesmo da saudade
Que sinto do passado
E que o tempo levou         
Mas deixou o amor          
Para mim atualizado

Autor: José Nogueira Lima
10/05/2013

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Letra rabiscada

 
Papel e caneta sobre a mesa
Me deram a certeza
Que eu precisava escrever
Lembrei logo o nome
De quem feriu este homem
Mesmo sem perceber

Naquele instante
Juntei vogais e consoantes
Formei palavras a dizer
Um coração estraçalhado
Não deve ser desprezado
Muito menos por você

Minha letra rabiscada
Vai ser toda formatada
Com muito amor e paixão
O desejo me ensinou
O amor determinou
Como entrar em seu coração

Letras palavras e frases
Juntando são capazes
De qualquer transformação
Fazer o homem se curvar
No mundo em qualquer lugar
Até Rei pedir perdão

A tinta da minha caneta
Construiu todas essas letras
Fez o que tinha que fazer
Contar a todos o que eu sinto
Tá no papel, amor, não minto
O que o mundo precisa saber

Autor: José Nogueira Lima
23/01/2013

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Domingo

Sem você meu domingo ficou muito mais triste
Sendo que ainda existe outros dias a seguir
A segunda é um desastre sem seus beijos e eu choro
A pedir, eu imploro para terça nem existir

Vem a quarta-feira e já é o meio da semana
O coração não se engana e a boca quer beijos
Minto para mim mesmo só a perguntar: por quê?
Eu perdi você, amor, e quase morro de desejos

No domingo cedo eu quero ver o sol a brilhar
Poder te amar e sentir este seu calor
Na minha pele, no meu corpo, onde há vida
Hoje e por toda vida eu só quero o seu amor
No domingo à tarde a cidade é mais triste
Sem você nada existe e o sol vai se por
Levando consigo a luz que me ilumina
Deixando o que domina e eu sofro entregue a dor

Na quinta-feira a saudade é mais forte e castiga
A lua amiga e as estrelas, então, me avisaram
Que a minha sexta-feira seria um pouco pior
Por eu estar só e, em seguida, elas se apagaram

Veio o sábado e com ele o meu fim de semana
Que devia ser bacana com você ao meu lado
Se aqui estivesse não sentiria isso, com certeza
Essa mesma tristeza é a de domingo passado

Autor: José Nogueira Lima
06/04/2013

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Jeitinho de flor

A rosa vermelha que um dia te dei
Colhi de um jardim que nunca plantei
Mesmo sem regar, ela desabrochou
Para meu desespero
Não sou jardineiro
Pra regar o nosso amor

O orvalho da noite molhou minhas raízes
Floresceu no meu peito o amor que eu quis
Seja jardineira e venha agora regar
Esta linda flor
A regue com amor
E não deixe murchar

A flor e o perfume fazem parte da vida
Pra quem tem amor a estrada é florida
Por isso, eu quero com você caminhar
E caminharei
E também encontrarei
Um bonito lugar

Nos jardins desta vida eu vou repousar
E o perfume das flores eu vou inalar
Você é a flor que eu nunca plantei
Mas te colhi em meus braços
Entre beijos e abraços
Eu só te amei

Com o meu amor sempre vou te regar
Não sou jardineiro, mas sei te amar
Tudo que eu tenho, junto a mim e lhe dou
Junto tudo aos seus pés
Minha linda mulher
Com jeitinho de flor

Autor: José Nogueira Lima
31/12/2012

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sábado, 12 de outubro de 2013

Canção de fé Vídeo

video
Apareceu Aparecida
Na rede de um pescador
Proteja nosso Brasil
Nossos peixes e nossos rios
E o homem que te pescou

Padroeira, a Senhora é
Nossa grande esperança
Nas lutas e na peleja  
E por mais longe que esteja
Proteja as nossas crianças

Ampare o nosso idoso
Que a sua voz é de fé
Já cansada e enfraquecida
Nossa Mãe Aparecida
Esteja ele onde estiver

As mulheres donas dos lares
Executivas e lavadeiras
Todas vão em romarias
Viajando noites e dias
Pela fé na padroeira

No altar onde ela está
Na basílica matriz
Cada um pede o que quer
São os romeiros de fé
Percorrendo o meu país

Abençoe, Nossa Senhora
Os romeiros e a quem pediu
Abençoe esta canção
Nosso vinho e nosso pão
Abençoe o nosso Brasil

Autor: José Nogueira Lima
06/01/2013

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Coração enganado Vídeo

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Menina, eu quero. Deixa!
Menina, eu quero. Deixa!
Menina, eu quero. Deixa
Eu pegar e não se queixa!

Nos seus cabelos enrolados
Ou, então, mesmo no liso
Você sabe que eu preciso
E onde eu quero chegar
Menina deixa eu passar
Pelo seu corpo e sua vida
Pra não viver arrependida
Você tem que se entregar

É por isso que eu só quero
Te lascar um beijo fogoso
Porque o seu corpo gostoso
Que eu quero, quer me pegar
Eu desconfio do seu jeito
E qual é a sua intenção
Se quer, como eu, passar a mão
A esse amor quer se entregar

Nas suas lindas orelhinhas
E descendo no pescoço
Porque eu sou um bom moço
E tenho um grande coração
Que me dá ordem no peito
E quase me matou de susto
Quando eu toquei nos seus bustos
Escorregou a minha mão

Passando pelo umbigo
Foi direto pular nas coxas
Não é menina! Eu sou trouxa!
Tô fora! É um viadão!
Por favor, esquece tudo
É varão e não é macho
Eu falei e assino embaixo
Porque eu passei a mão

Não é menina, é baitola!
Não é menina, é baitola!
Não é menina, é baitola!
Mas é uma baita de uma loira
Que enganou o meu coração!

Autor: José Nogueira Lima
23/06/2013

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Garçonete Vídeo

video
Garçonete
Me indica uma mesa
Onde a minha tristeza
Posso tentar esconder
Quero uma luz ambiente
De acordo com meu presente
E desabafar com você

Garçonete
Aqui nesta minha mesa
Quero bater na tristeza
Porque ela quer me matar
Traz dois copos e uma garrafa
Escolha uma boa safra
Senta aqui e vem me escutar

Garçonete, eu me embriago
E quero de trago em trago
Aliviar a minha dor
Por causa de uma boba briga
Baseada nas intrigas
É que perdi o meu amor
Sem chance de me explicar
Sem erros, me desculpar
Meu amor tudo ignora
Me jogou coisas na cara
Juntou as roupas, fez a mala
Deu adeus e foi embora

Garçonete
Me traga outras garrafas
Já não importa mais a safra
Porque a minha se acabou
Traz cigarros e traz cinzeiro
Não vê meus olhos vermelhos
De chorar por meu amor

Garçonete
Veja em volta da minha mesa
Solidão magoa e tristeza
E neste bar o meu fim
Vejo o meu amor de costas
A partida é uma resposta
Que não gosta mais de mim

Autor: José Nogueira Lima
07/01/2013

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domingo, 6 de outubro de 2013

Ingratidão

Beijei o seu retrato
Na sua ausência
Cheirei as suas roupas
Busquei a sua presença
Por me faltar carinho
A minha cama esfriou
Cobertores não me aquecem
Sem você e o seu amor

O meu quarto vazio
Está entregue a solidão
Que apossou de mim
E do meu coração
De onde você não sai
Eu não deixo e não quero
Já não importa por que foi
O importante é que eu lhe espero

Dia e noite você voltar
Mas ainda não voltou
Traga de novo a alegria
E para mim esse amor
Que não pode ter outro dono
Seria injusto e ingratidão
Pertencem a ti a minha vida
Meu corpo, meu coração

Que já se acostumou com o seu
A ponto de conhecer em detalhes
Melhor do que você imagina
Assim conhece o meu e não fale
O que eu tenho de maior
É o tamanho da paixão
Que também não me pertence
Faz parte do seu coração

Esse que é o que eu lhe dei
Neste corpo que abandonou
Apenas por ingratidão
A quem ama, não voltou
Mas espero que volte
Logo, logo como eu quero
Como foi e me deixou
É assim que eu lhe espero

Autor: José Nogueira Lima
11/02/2013

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Casa velha

Casa velha
No alto daquela serra
Na minha querida terra
No lugar em que eu nasci
Ali pertinho da nascente
Onde mora boa gente
No meu querido Ubari

Como é lindo
O verde que nasce lá
De onde a paz não quer mudar
E o meu coração ficou
Bate lento, compassado
Onde o céu é azulado
E o amor é mais amor

Das suas fontes
Nasce água que faz cascata
Dos meus olhos nasce e não mata
Muitas lágrimas por ti
Ali aonde eu bebi e quero beber
E, de novo, ver o sol nascer
No meu querido Ubari

Permita Deus
Ver de novo a passarada
Fazer lindas alvoradas
E se alegrarem com o novo dia
Onde é rica a natureza
Tudo lá é só beleza
Aqui tudo me judia

Se eu puder
Ver de novo o sol se por
Apagando, assim, minha dor
De novo irei nascer
Restaurar a casa velha
E ‘entrar pra dentro’ dela
Restaurando o meu viver

Parar o tempo
Recordar os antepassados
No lugar em que eu fui criado
Bater o pé e dizer: é aqui
Que eu nasci e quero morrer
Mas convido para viver
Comigo em Ubari

Autor: José Nogueira Lima
31/12/2012

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