sábado, 26 de novembro de 2016

Ingratidão

Beijei o seu retrato
Na sua ausência
Cheirei as suas roupas
Busquei a sua presença
Por me faltar carinho
A minha cama esfriou
Cobertores não me aquecem
Sem você e o seu amor

O meu quarto vazio
Está entregue a solidão
Que apossou de mim
E do meu coração
De onde você não sai
Eu não deixo e não quero
Já não importa por que foi
O importante é que eu lhe espero

Dia e noite você voltar
Mas ainda não voltou
Traga de novo a alegria
E para mim esse amor
Que não pode ter outro dono
Seria injusto e ingratidão
Pertencem a ti a minha vida
Meu corpo, meu coração

Que já se acostumou com o seu
A ponto de conhecer em detalhes
Melhor do que você imagina
Assim conhece o meu e não fale
O que eu tenho de maior
É o tamanho da paixão
Que também não me pertence
Faz parte do seu coração

Esse que é o que eu lhe dei
Neste corpo que abandonou
Apenas por ingratidão
A quem ama, não voltou
Mas espero que volte
Logo, logo como eu quero
Como foi e me deixou
É assim que eu lhe espero

Autor: José Nogueira Lima
11/02/2013

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O topo do mundo

Por sua causa
Eu mudei de vida
Rodei o mundo
Fazendo história
Cantando em versos
E melodias
O meu amor
Cheguei à glória

Estou no topo
Da minha vida
A felicidade
Hoje é total
Você foi a base
E o impulso forte
Que me colocou
No último degrau

Tô nas alturas
Cheio de fama
Sonhos realizados
Junto contigo
Tudo a dois
Quando se ama
Deus só ajuda
Como fez comigo
Agora estou
No topo do mundo
Tenho o seu amor
E não quero descer
A felicidade
Me mantém aqui
Como estou agora
Juntinho de você

Hoje e para sempre
É o que vai durar
Esse nosso amor
E ninguém duvida
Das minhas palavras
E das minhas rimas
Nesta canção
Por todos ouvida

Eu fiz a letra
E a melodia
Gravei o amor
E contei ao mundo
O quanto eu te amo
E te desejo
E não posso ficar
Sem você um segundo

Autor: José Nogueira Lima
06/01/2013

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Corredor da ilusão

A estrada velha está hoje restaurada
Quantas boiadas por ali antes passaram
Veio o progresso mudou tudo, eu não esqueço
Também padeço com as marcas que ficaram

Hoje no asfalto sobre rodas vão boiadas
Nestas estradas que cortam o Brasil inteiro
Corta de dor um coração já sem esperança
Vai com a lembrança cavalgando o boiadeiro

Hoje, seu moço, sobre rodas também vivo
Tenho no arquivo da memória a razão
Sou um boiadeiro sem cavalo e sem boiada
A minha estrada é o corredor da ilusão

Em cada canto do grande Brasil colosso
Meu caro moço não tem um que eu não passei
Trago gravado e bem guardado na memória
A minha história que jamais esquecerei

Veja seu moço pendurado na parede
Aquela rede, minha sela e meu passado
Ao lado dela, o berrante e o meu laço
Também meus passos vivem hoje pendurados

Eu já estou velho numa cadeira de rodas
Me incomoda; quem será que me parou
Será os anos, o destino ou minha sorte
Só espero a morte igual à boiada esperou

Hoje o presente para mim não mais existe
Deus não permite ao homem restauração
Fui boiadeiro, caro moço, hoje sou história
Brasil afora já fui Rei da profissão

Autor: José Nogueira Lima
09/02/2013

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domingo, 20 de novembro de 2016

Minha história

Minha mãe foi lavadeira
O meu pai um boia-fria
Meu irmão é doutor formado
Eu sou aquilo que eu mais queria

Um artista em qualquer palco
Cantando a música raiz
Como meus avôs gostavam
Falando deste País

Onde há peão na Cidade
No campo doutor formado
Tentando encontrar a sorte
Sem cair ou ser derrubado
Pelo destino que os levam
Os sonhos de uma nação
Sem perder suas montarias
Como eu perdi minha paixão
Sem saber qual o motivo
Se tem um, nunca explicou
Deus traça o caminho da gente
Traçou o meu sem esse amor
Vou em frente olhando pra trás
Em busca do que eu sempre quis
Esse amor me faz contar
Minha história para o País

Eu não sei por que o destino
Leva a gente pra onde quer
Igual o meu já fez comigo
Me tirando esta mulher

Depois de traçar o caminho
E fazer de mim o que quis
Quero voltar as minhas origens
Cantando no meu País

Autor: José Nogueira Lima
30/05/2013

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Perdi tudo

Perdi seus beijos
Perdi seus abraços
Perdi seu olhar
Perdi seu chamego
Perdi meu sossego
E vivo a chorar

Perdi seu amor
Perdi seus carinhos
E perdi você
Eu perdi tudo
O que é um absurdo
Perdi meu viver

Perdi o que faz
Perdi tudo mais
Perdi seu sorriso
Perdi os seus feitos
Prendi no meu peito
Aquilo que eu preciso

Prendi meu amor
Prendi meus carinhos
Prendi os meus beijos
Mas no corpo seu
Queria sentir o meu
E matar o meu desejo

Perdi os meus dias
Perdi minhas noites
Perdi a esperança
Eu perdi o rumo
E não me acostumo
A viver de lembranças

Perdi a ilusão
Perdi a noção
Do que posso fazer
Não perdi a saudade
Mas a felicidade
Perdi sem você

Autor: José Nogueira Lima
01/01/2013

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Boneca de carne

Boneca de carne
Linda, o seu charme
É que me conquistou
Você faz comigo
O que alguém faz contigo
Te negando amor

Não dou a ninguém
O que quer e não tem
Mesmo rejeitado
Não vem quem a espera
Minha linda e bela
Sou apaixonado

Boneca, me ouça
Você é muito moça
Pra viver assim
Se não é amada
Por outro, coitada
É amada por mim
Se alguém te esqueceu
Não faça como eu
Que não te esqueci
Esqueça o maldito
Lembra que um infinito
Amor lhe prometi

Meu amor eterno
Deixe que o inferno
Cuide daquele ingrato
Que te fez chorar
E a mim machucar
Se não morrer, eu mato

Vai se arrepender
De nascer e viver
E ferir o seu charme
Vou vingar a nós dois
E te amar depois
Minha boneca de carne

Autor: José Nogueira Lima
31/12/2012

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

O João de Barro

Cansado da grande Cidade
Eu quis voltar lá pro interior
Onde o João de Barro ficou
O engenheiro do meu chão
Abraçar de novo a minha paz
Onde tudo anda de passo
Descansar naqueles braços
De quem me espera no sertão

Fiz uma casa grande, bonita
Ali ao lado de uma estrada
Pra morar com a minha amada
Lá pertinho de uma paineira
O João de Barro invejoso
Fez no galho lá em cima
Quando eu canto, ele rima
E eu não sei se é brincadeira

Moça boba é a que casa
Ele canta pra me provocar
Bate as asas e vai buscar
Barro e voa lá pra paineira
Esse construtor de sonhos
É inteligente, mas gozador
Apesar de acreditar no amor
Quer ver as fêmeas solteiras

Por que meu João de Barro?
Conta pra mim o acontecido
Eu também tenho comido
O pão que o diabo amassou
Fui alvo na grande cidade
De muito ódio e traição
Resolvi voltar pro sertão
E arranjar um novo amor

Vou morar na minha casa
E você aí em cima na sua
João de Barro, veja a lua     
E a sombra da paineira
Onde vivem os apaixonados
Cada um com sua amada
Eu aqui na beira da estrada
E você daí com as suas brincadeiras

Autor: José Nogueira Lima
05/02/2013

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domingo, 13 de novembro de 2016

Filhos do Brasil

Brasil de Pedro
De João e José
De lindas mulheres
E de céu azul
De lindas praias
Sol e calor
E muito amor
De norte a sul

De muitos folclores
E uma língua só
O que é melhor
É sermos brasileiros
De um estado qualquer
Mas da Federação
Junto a nossa Nação
Tem gente do mundo inteiro

Abrace o Brasil
E a sua Bandeira
Gente brasileira
Patriota ou não
Se ele te recebeu
Seja então gentil
Como filho do Brasil
A honrar a Nação

Brasil de tudo
Que é bom, mais pra poucos
Conscientes e loucos
Tem em todo lugar
Aqui tem alguns
Vocês já perceberam
Nunca se esqueceram
E eu estou a explicar

Tem um bom futebol
Que já mereceu taça
Cerveja e cachaça
Whisky do brasileiro
Carnaval e alegria
Pra gente sambar
O Brasil é o lugar
Melhor do mundo inteiro

Autor: José Nogueira Lima
24/07/2013

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sábado, 12 de novembro de 2016

Arrependida

Um dia brigou comigo
Sem pensar mandou-me embora
Eu fui e não voltei
Até ontem eu chorei
Hoje é você que chora

Os motivos não entendi
O porque ainda não sei
Se meu amor você não quis
E por isso, hoje é infeliz
Ao lembrar que só te amei

Arrependida se hoje chora
Muitas lágrimas eu já chorei
Por seu amor pelo seu não
Por ferir o meu coração
Arrependida, se eu só te amei

Se hoje você mudou
Não pense que eu mudei
Arrependida vem a chorar
Não tenho culpa posso secar
Este seu rosto que antes beijei

Arrependida olha meu rosto
O seu desprezo em mim marcou
Onde estiver irá lembrar
Que eu amei sem me amar
Tudo que eu quis a mim negou

Autor: José Nogueira Lima
03/11/2007

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

É tudo meu

Você sabe que tem
Corpo bonito
Andar perfeito
Pra me castigar
Tem tudo em cima
Na medida exata
E quase me mata
Sem querer matar

Com tudo seu
Você enlouquece
O meu coração
Com o que você tem
Não tem piedade
Ao pensar que é seu
O que na verdade é meu
E de mais ninguém

É tudo meu
É tudo meu
É tudo meu
O que é seu é meu
É tudo meu
É tudo meu
É tudo meu

Dos pés a cabeça
Descendo ou subindo
O que você pensar
É mesmo, tudo meu
Querendo ou não
Por dentro e por fora
Depois e agora
Eu quero tudo seu

A boca pra beijar
Com desejo e vontade
Eu só quero você
E mais ninguém
Quero isso e aquilo
E o que imaginar
Eu volto a falar
Que o que você tem

É tudo meu
É tudo meu
É tudo meu
O que é seu é meu
É tudo meu
É tudo meu
É tudo meu

Autor: José Nogueira Lima
17/07/2013                                                                       

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

É meu, é meu

Esta menina mexe com a minha cabeça
O que que eu faço, pois preciso conquistar
Joguei o charme, esnobei, mandei recado
Ela esnobou, mandou resposta que não dá

Passa por mim ainda sorri fazendo pose
Joga os cabelos contra o vento a provocar
Ela é charmosa, delicada e tão bonita
Sua resposta não é não tem que mudar

Menina linda não é não é sim que dá
É meu, é meu, é meu, é meu diga que sim
Meu coração é todo seu venha buscar
Traga seu corpo inteirinho para mim

Por onde anda eu sei que todos te olham
Eu vi primeiro e por amor fiquei assim
Minha cabeça já não pensa em mais nada
Não dê pra outro o que deve dar pra mim

Uma resposta que eu quero é o sim que dá
De corpo inteiro o seu amor me oferecer
Quero em seus braços te dar tudo e até mais
Diga que sim aceita o amor e me dê prazer

Autor: José Nogueira Lima
23/03/2013

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domingo, 6 de novembro de 2016

Casinha na montanha

Eu moro numa casinha
Daquelas bem pobrezinhas
Lá bem pertinho do céu
No topo de uma montanha
Terra que o mar não banha
E o pranto molha o papel

Vejo as nuvens apressadas
Igual foi a minha amada
Passando por minha vida
Foi embora descendo o morro
Eu aqui imploro socorro
Chorando a sua partida

Rolam lágrimas morro abaixo
Já transbordaram os riachos
Tudo isso por causa dela
Já levou aterros e pontes
Inundou meu horizonte
Meu mundo acaba sem ela

Até o sol vive com medo
Já não nasce mais tão cedo
Eu vejo da minha janela
Sua luz não é mais quente
Ele e a lua, no presente
Como eu, sofrem por ela

Já não catam os passarinhos
Eu fiquei mesmo sozinho
A contar estrelas no céu
Vi descer a felicidade
Subirem a dor e a saudade
E a solidão que é tão cruel

Para mim não tem mais jeito
Os meus sonhos estão desfeitos
Meu mundo quer desabar
Por que ela desceu o morro
Foi embora, então eu morro
Na minha vida de chorar

Bem do alto da montanha
De onde meu pranto banha
O mundo, meu Deus fiel
Da casinha, minha morada
De onde partiu minha amada
Só quero partir pro céu

Autor: José Nogueira Lima
24/03/2013

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sábado, 5 de novembro de 2016

Cobiça

Você é o que eu gosto
De admirar
Olhar e desejar
Com a minha malícia
Eu penso em tudo
O coração me entende
Por isso, me compreende
E também te cobiça

Ele te deseja e te quer
E espanca o meu peito
Me põe de um jeito
Você precisa ver
O cérebro dá ordem
Pro corpo agir
Eu não posso resistir
Tenho que amar você

Se você me entende
E o seu coração quer
Está tudo de pé
Como o que eu já falei
Atenda o meu corpo
Que o seu deseja
Me abrace e me beija
E veja o que eu farei
Com o seu coração
E esse corpo seu
Que encantou o meu
Por ter tanto pra dar
Me encheu de desejo
Amor e cobiça
Usa a sua malícia
E venha me amar

Eu sou tudo aquilo
Que alguém também quer
Descubra o que é
Garanto vai gostar
Eu tenho guardado
A sete chaves e mostro
Porque eu quero e gosto
É que estou a revelar

O segredo é meu corpo
Ser um frasco de amor
Que não vendo e só dou
A quem merecer
Você sim merece
Este meu coração
O meu corpo e a paixão
Eu só ofereço a você

Autor: José Nogueira Lima
31/12/2012

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Tribunal do amor

Você me deu e eu liguei
No seu telefone e chamei
Por você noite passada
Mas ninguém me atendeu
Que será que aconteceu
Com a minha chamada

O meu coração me avisou
Que outra noite chegou
Pra eu discar outra vez
Insistir se não atender
Agora processar você
Que me apaixonar você fez

Se não atender o telefone
Eu vou levar o seu me
Aos tribunais e lhe processar
Porque você me excitou
Eu pensei que era amor
Preciso e você na dá
Atenda essa ligação
Também o meu coração
Se não vai ter que ver
Vai pagar na justiça
O que fez e a cobiça
A mim por negar prazer

Eu quero todos os direitos
Aqueles que cobra o peito
Por você provocado
Vou indagar ao coração
Ao desejo e a paixão
O que deve ser cobrado

Você sabe que eu sou
Um consumidor de amor
E provoca o meu querer
Eu não tenho mais paz
Você provoca demais
E não quer me atender

Autor: José Nogueira Lima
30/12/2012

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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Gente de lá

Brasil, brasileiros
Vamos ser reais
Têm poucos ricos
E pobres demais
Uns sofrem pagando
Outros que não têm
Pedem implorando
Esperando e não vem

O poder da caneta
Nem sempre é justo
Quem paga não leva
Alguém leva sem custo
A grande maioria
Vivem a reclamar
Pedindo justiça
E quem pode não dá

Gente, gente
Gente de lá...

O povo quer casa
E tem que morar
Contenta com pouco
Em qualquer lugar
Não é mansão
É pra esconder
Do sol e da chuva
O inverso de você

Não tem emprego
E nem dinheiro
Perderam a saúde
Que desespero
Olhem o nordeste
A seca e a fome
Quanta miséria
Matando o homem

Gente, gente
Gente de lá...

Olhem as Cidades
E as favelas
Subam em morros
Andem em vielas
Os pés descalços
Descamisados
Gente mais gente
Tão abandonados

Em viadutos
Ou pontilhão
Tem gente nossa
Chorando o pão
Crianças nas ruas
Mendigos em marquise
chorando o amanhã
morrendo o País

Gente, gente
Gente de lá...

Autor: José Nogueira Lima
17/02/2013

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