segunda-feira, 30 de junho de 2014

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Papai Noel

Eu chamo sempre e nunca vem
Vivo no mundo sem ninguém
A vida é assim; não sei por quê
Não tenho mamãe, não tenho papai
De onde vem, pra onde vai?
Papai Noel, quem é você?

Não tenho família e nem lar
Não tenho ninguém pra me amar
Queria eu ser um dos seus.
Por que minha vida é assim?
Papai Noel, traga pra mim
Eu já pedi, implorei a Deus

Papai Noel, por que eu não
Alguém tem tanto e vê minha mão
Sempre estendida e nada faz
Os meus brinquedos são droga e cola
Papai Noel, me dê uma escola
Casa, comida e meus pais

Alguém me diga quem eu sou
Não vim do ódio, vim do amor
Já fui prazer, quero carinho.
Por que eu vivo abandonado?
Onde estão os meus pecados?
Se for capaz, mostre o caminho

Só tenho o céu e o chão que piso
Me falta tudo que eu preciso
Sou maltratado como réu
Papai e mamãe que eu dei prazer
Neste natal eu quero ter.
Traga pra mim papai Noel!

Papai Noel, por que eu não
Alguém tem tanto e vê minha mão
Sempre estendida e nada faz
Os meus brinquedos são droga e cola
Papai Noel, me dê uma escola
Casa, comida e meus pais

Autor: José Nogueira Lima
17/03/2012

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Vestido vermelho

 
Seu vestido vermelho
Acima dos joelhos
Judia de mim                                  
Provoca sem culpa    
Não pede desculpa
E me deixa assim                      

O vento ciumento
Vê o meu sofrimento       
Mas não dá conselho                                
Não é mesmo amigo                         
Quem se importa comigo                                               
E o vestido vermelho                      
                            
Vestido vermelho
Qual é seu conselho
Para eu não sofrer
Eu tô que me rasgo
Fazendo um estrago
Pelo o que deu pra ver               
Vestido vermelho
Depois dos joelhos              
O que vem a seguir                                             
Me conta um pouco            
Eu estou quase louco               
Vou mandar ela despir

Por trás desses fios
Um corpo lindo sorriu
E até ironizou
Brincou com o desejo
Diz aquilo que eu não vejo
Pode matar de amor        

Ele esnoba seu charme
E as formas da carne
Para o meu desespero
 E me mata aos pouco      
Aqui nesse sufoco              
O vestido vermelho

Autor: José Nogueira Lima
03/03/2013

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Tocar gado

 
Eu moro numa Região
Aonde o progresso não chegou
Meu trabalho é de boiadeiro
Como se faz no interior

Boi se leva pela estrada
É o costume do lugar
Esse é o meu trabalho
Todos me chamam pra tocar

Tocar gado do compadre
Tocar gado de amigo
Tocar gado de vizinho
Tocar gado eu lhe digo
Tocar gado de ricaço  
Tocar gado de irmão
Tocar gado de todo mundo
Tocar gado de patrão

Minha vida na estrada
Não me trás compensação
Eu enfrento sol e chuva
E na noite a escuridão

Se um boi sai em desgarrada
Lá vou eu correndo atrás
Vejam como estou sofrendo
Tocar gado é demais

O compadre que se vire
O amigo que se dane
O vizinho que me esqueça
E você nunca me chame

Vou por fim a profissão
Eu quero agora descansar
Deixe o seu gado no pasto
Ou chame outro pra tocar

Autor: José Nogueira Lima
07/05/2013

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domingo, 29 de junho de 2014

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Coco verde

 
Coqueiro verde
Quem foi que te plantou?
Manda descer pra mim
Um coco bem verdinho
Pra dar água ao meu amor

No coco do coqueiral
Tem muita água pra beber
Pode matar a sua sede
No sabor de um coco verde
Que a minha mato em você

Coqueiro que dá o coco
Dá palmito e dá cocada
Também mata minha sede
Quando nele prendo a rede
Pelo amor da minha amada

No seu corpo mato o desejo
E na sua boca mato a sede
Como a água de um coco
O sabor me deixa louco
Quando deitamos na rede

Coco no coqueiral
Tem pra dar e pra vender
Cada coco que eu vejo
Mais aumenta o meu desejo
E a minha sede por você

Vou contar em cada coco
Cada beijo que lhe dou
Na rede você é cocada
Querendo ser saboreada
Com sabor de um grande amor

Autor: José Nogueira Lima
09/02/2013

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Sala de espera

Estou carente, abandonado num canto
Sofrendo tanto, só aqui e ninguém me vê
Sou um inocente sem amor, condenado
Pago dobrado o que eu não fiz a você

Meu coração é mesmo uma sala de espera
Nem da janela ninguém procura me ver
Abri a porta de entrada, ninguém entra
A dor aumenta e eu continuo a sofrer

Nesta sala vazia
Eu sou o ser carente
A solidão malvada
Já dominou o ambiente
Eu preciso é de amor
Já tentei, não tem jeito
É uma sala de espera
O coração no meu peito

Já faz tempo que eu espero assim tão só
Ninguém tem dó e eu me pergunto por quê?
Cada veia no meu corpo é uma estrada
Sinalizada para a esquerda e ninguém vê

O sentido é obrigatório, o amor indica
O meu explica é sem obstáculo e sem cancela
O meu peito é uma casa maravilhosa
Das mais gostosas e o coração sala de espera

Autor: José Nogueira Lima
10/04/2013

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